Os cinco erros mais comuns cometidos pelos CCOs e como evitá-los
Michael Volkov elaborou uma lista de 5 erros mais comuns comitidos pelos CCOs e como evitá-los. Vamos a eles:

  1. Tomar como verdade a palavra do CEO sobre seu comprometimento com o programa de compliance: durante o processo seletivo de um CCO, frequentemente os CEOs e gerentes fazem promessas sobre seu comprometimento com o compliance. O CCO deve ser cético em relação a isso, fazer perguntas e usar suas habilidades de due diligence.
  2. Ignorar a cultura corporativa: CCOs tendem a ignorar esse aspecto ou dedicar pouco tempo ao desenvolvimento de técnicas inovantes para promover e medir a cultura corporativa.
  3. Ficar isolado com sua equipe: em alguns casos, devido à intensa carga de trabalho, CCOs podem manter contato frequente apenas com sua equipe e não construir relações com colaboradores das áreas de recursos humanos, jurídica, auditoria, TI, entre outras. As habilidades de relação do CCO são essenciais para que o programa de compliance avance.
  4. Transformar-se num sheriff: se o CCOs é visto internamente como um xerife, é sinal de que falhou em sua missão. Ninguém comunicará nem confiará no CCO. Ao invés, o CCO tem que trabalhar para ser visto como alguém que resolve problemas.
  5. Não priorizar as tarefas importantes: em razão dos muitos projetos em que esteja implicado, o CCO pode cometer o erro de não priorizar os assuntos mais importantes, que por vezes requerem discussões sérias com os administradores da empresa, e se contentar em realizar tarefas menores, sobre as quais tem pleno controle. É importante que o CCO se atenha aos pontos evocados pela análise de riscos e resolva problemas maiores.

COMENTÁRIO:
A matéria é tão importante, e o tema tão relevante que, novamente, veicularemos apenas ela e teceremos comentários mais detidos sobre os 5 itens que ela relaciona.

Antes de adentrar nos 5 itens em si, é necessário levar em consideração que no Brasil o Compliance, fora do mercado financeiro e dos bancos, é sim um tema novo e, portanto, claro que os profissionais que ocupam o posto de CCOs (Chief Compliance Officers), ainda podem estar se adaptando a essa nova realidade.
Dito isso, veiculamos aqui no canal matérias que podem lhe auxiliar a modificar o seu proceder para que você atinja a sua finalidade como CCO. Diversas empresas que hoje se veem as voltas com a necessidade de possuir um programa de Compliance certamente podem ofertar o comprometimento da alta direção sem compreender exatamente o que isso significa. Como o próprio artigo já menciona, depende do profissional esclarecer antes de sua contratação o que significa esse apoio.

O item 2 de nossa lista trata da indiferença do CCO em relação à cultura corporativa. É claro que cada empresa possui sua própria cultura que foi adquirida e enraizada ao longo de anos.

Saber o correto, ou seja, a cultura corporativa futura e desejada, não faz do CCO um excelente profissional se ele não conhecer qual a cultura atual e se ele não possuir meios de modifica-la onde é necessário e incentivá-la onde seja adequado.

O item 3 e 4 abordam um tema que já tratamos aqui no canal, quando entrevistamos Rogeria Gieremek. Está na terceira parte de sua entrevista. Qual seja, o CCO deve, necessariamente, se relacionar com todas as áreas! Se o seu Compliance não possui um bom relacionamento com todas as áreas da empresa, infelizmente, ele não conseguirá atingir a plenitude de seus objetivos.

O item 4, ainda hoje, infelizmente, é um tema que precisa ser muito bem trabalhado internamente. O CCO não é num sheriff. Se ele possui essa imagem, como o próprio artigo diz, é sinal de que falhou em sua missão.

O Compliance não é polícia interna. Quem, dentro de uma empresa, que cometer um ilícito ou um desvio de conformidade, irá falar com o Sheriff para ser punido? Certamente poucas pessoas farão isso.

A imagem correta do CCO é de que ele, e todo o programa de Compliance, são solucionadores de problemas! É por isso que a criatividade desse profissional é algo a ser analisado.

Por fim, o item 5 toca numa questão fundamental. Para falar desse tema, poderíamos dividir o Compliance em: a) atividades do cotidiano (no qual envolve treinamentos, investigação, etc.,); e b) estratégico.
Um dos papéis mais importantes do CCO é a sua visão estratégica do negócio. É na gênese do negócio que o CCO é mais necessário, haja vista que seu discurso nunca deveria ser (dentro de propostas que estão na legalidade), de que isso não pode ser realizado.
Isso, até não pode ser realizado dessa forma. Mas juntos, vamos encontrar uma forma ética de realizar os objetivos da empresa.

Ou seja, o CCO é, não canso de dizer, um parceiro do negócio. Qual a sua opinião?

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