• Cooperação entre países precisa ser mais rápida para combater a corrupção, diz ministro;
  • Panamá papers: um ano de ganho em matéria de transparência, mas alguns gaps permanecem;
  • Odebrecht virou símbolo de corrupção na américa latina.

Cooperação entre países precisa ser mais rápida para combater a corrupção, diz ministro;

Torquato Jardim, ministro da Transparência, em seminário do G20 sobre a cooperação internacional em casos de corrupção, disse que a sofisticação dos meios de corrupção requerem uma cooperação administrativa intensa e rápida entre os países.
A velocidade do mercado financeiro implica que em poucos segundos os recursos podem sair do país em direção a um paraíso fiscal, em seguida a um outro paraíso fiscal e assim sucessivamente, até que se perca o rastro.
Em frase mais assertiva, o ministro afirmou que qualquer tentativa de conter o crime que seja mais lenta que a velocidade do crime está fadada ao fracasso. Deveria ser tão rápido quanto compartilhar a base de dados e conhecimentos de quem está participando desse sistema.
A Brasil apresentou no seminário um guia sobre a solicitação de cooperação internacional em procedimentos não-criminais relativos à corrupção. A ideia do guia é fomentar a cooperação internacional em casos cíveis e administrativos, já que hoje a cooperação internacional está baseada em casos criminais.

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Panamá papers: um ano de ganho em matéria de transparência, mas alguns gaps permanecem

Este mês o caso Panama Papers completa um ano. O vazamento de 11 milhões de documentos da Mossack Fonseca mostrou como era fácil a ocultação de patrimônio através empresas anônimas.
Desde então, pode-se constatar avanços no plano da transparência.
Por exemplo, o Reino Unido se comprometeu a criar um registro de empresas estrangeiras que detêm propriedade em seu território. A União Europeia está trabalhando na elaboração de um registro dos beneficiários finais de todas as empresas e outras entidades legais, como trusts, instaladas nos países-membro.
O primeiro ministro da Islândia pediu demissão e muitos outros políticos no mundo estão sob investigação. Dois sócios do Mossack Fonseca foram presos.
No entanto, ainda há muito progresso a ser feito. Nos Estados Unidos, um relatório publicado pela FATF (Financial Action Task Force) destacou pontos de melhora significantes no que diz respeito ao acesso à informação sobre os beneficiários finais de empresas americanas e às exigências de um programa anti-lavagem de dinheiro em empresas consideradas como gatekeepers, como prestadores de serviços e imobiliárias.

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Odebrecht virou símbolo de corrupção na américa latina

Desde que a Odebrecht admitiu ter pago o equivalente a 788 milhões de dólares em propina em 12 países entre 2001 e 2016, diversos promotores de países da América Latina têm iniciado as investigações locais.
Alguns dos casos em que a Odebrecht está implicada são os seguintes: no Peru, três ex-presidentes são acusados de ter recebido pagamentos ilícitos. Na Colômbia, o chefe de campanha do atual presidente, Juan Manuel Santos, admitiu ter recebido financiamento irregular. Na Argentina, ex-integrantes do governo Kirchner são suspeitos de recebimento de fundos ilícitos. No Panamá, dois filhos do ex-presidente Ricardo Martinelli são acusados de receber dinheiro de modo irregular da construtora brasileira.
Tais revelações fizeram a Odebrecht virar símbolo de corrupção para a população dos países prejudicados e os governos têm sido pressionado a aplicar sanções rigorosas.

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O que acha da colaboração dos países contra a corrupção? O que acha do Panamá Papers após um ano? O que achou da Odebrecht virar símbolo de corrupção? Deixem ai seus comentários, não se esqueçam de curtir esse vídeo e assinar o canal.

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