• Comportamentos irracionais na contra-mão dos programas de compliance;
  • FIFA entrega à justiça suíça inquérito interno sobre escândalo de corrupção;
  • Eletrobrás defenderá nos EUA que foi vítima de corrupção.

Comportamentos irracionais na contra-mão dos programas de compliance
Estudos na área de economia comportamental demonstram que a percepção humana muitas vezes nos faz agir de modo irracional.
Um exemplo é a tendência em se fazer o que os outros estão fazendo. Isso pode ser bom, se a pessoa está seguindo outra que dispõe de melhores informações para orientar sua conduta.
Porém, também pode apresentar resultados desastrosos, como foi o caso da crise financeira de 2007 e 2008, causada em parte por investidores que compravam títulos garantidos por hipotecas, não por ser um bom investimento, mas porque todos estavam fazendo a mesma coisa.
Diante dessa realidade surge uma pergunta: como a nossa irracionalidade pode afetar os programas de Compliance?
Os funcionários são muito influenciados por seus chefes. Se esses consideram o Compliance como algo sério, a tendência é que os funcionários também o façam. Ou seja, os funcionários não estão necessariamente em busca de informação racional, isto é, o que é bom para eles e para a empresa, mas de um exemplo.
Um exemplo concreto: apesar das empresas Nortek e Akami terem implementado programas de Compliance, autoridades americanas verificaram que a alta direção de suas filiais na China estava envolvida em corrupção. Mais grave: verificou-se que os colaboradores de hierarquia inferior seguiam o mesmo padrão de comportamento dos seus chefes.
Em conclusão, condutas anti-éticas nem sempre são racionais. É de extrema importância garantir a conformidade da alta direção, que, como vimos, serve de exemplo para todos os colaboradores.

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FIFA entrega à justiça suíça inquérito interno sobre escândalo de corrupção
A Fifa entregou à Justiça suíça um relatório conclusivo sobre a investigação interna, instaurada após o escândalo de corrupção da entidade reguladora do futebol.
A investigação durou 22 meses e o relatório conta com 1,300 páginas, entre e-mails, contratos e outras informações que poderão ser úteis à Justiça suíça.
Em maio de 2015, a polícia suíça deteve sete dirigentes da Fifa, no que pode vir a ser o maior caso de corrupção no futebol. Joseph Blatter e Michel Platini, então presidentes da Fifa e da Uefa, respectivamente, estão afastados por seis anos de suas funções.

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Eletrobrás defenderá nos EUA que foi vítima de corrupção
A Eletrobrás, que enfrenta processo movido por acionistas nos Estados Unidos, argumentará diante da Justiça americana que também foi vítima dos casos de corrupção no Brasil.
Nessa linha de defesa, os advogados da estatal pretendem destacar que a conduta da empresa após a descoberta dos escândalos está de acordo com o que se esperava dela: executivos envolvidos foram responsabilizados e afastados de suas funções, a empresa tem colaborado de modo ativo com todas as investigações.
O processo nos Estados Unidos ainda se encontra em fase inicial.

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Você percebe a suprema importância de um dos pilares de qualquer programa de Compliance efetivo, qual seja, “the tone from the top”, ou, o tom que vem de cima, ou ainda, o apoio incondicional da alta administração? A sua alta administração apoia o programa de Compliance da sua empresa? O que você pode fazer a respeito disso? O que acha da existência de corrupção na Fifa? O que achou da estratégia de defesa da Eletrobrás? O que significa afirmar que ela foi vítima de corrupção? Deixem ai seus comentários, não se esqueçam de curtir esse vídeo e assinar o canal.

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