• Importa se delator conta a verdade, não sua motivação, diz socióloga;
  • Cresce a demanda por compliance;
  • Escândalo de corrupção que domina manchetes na Suécia teve desvio de R$ 3,8 mil.

Importa se delator conta a verdade, não sua motivação, diz socióloga
A delação premiada veio para ficar, pois é uma das ferramentas mais poderosas para se descobrir esquemas de corrupção. É o que diz a socióloga americana Beatrice Edwards.
Segundo relatório da ONU, a informação de dentro é a principal ferramenta para desfraldar atividades fraudulentas, estando na origem de 40% das investigações em 114 países em 2014.
A socióloga aborda, ainda, dilemas éticos relacionado à delação. Herói para alguns, vilão para outros, a socióloga diz existir uma motivação egoísta em se fazer uma delação.
Um dos casos famosos e que ilustra essa ideia foi o do escândalo Watergate, que culminou na renúncia de Richard Nixon: o delator, Mark Felt, na época funcionário do FBI, revelou que além de querer denunciar a corrupção no governo, também tinha uma motivação egoísta: estava frustrado com o FBI por não ter sido promovido.

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Cresce a demanda por compliance
O líder de Regionalização Advisory da KPMG, André Coutinho, em entrevista ao Diário do Comércio, afirma que com a Lava-Jato e a Lei Anticorrupção, as empresas começaram a olhar para o Compliance com mais atenção. Até 2012, a KPMG desenvolvia poucos projetos nessa área, hoje, tem um departamento específico.
Coutinho explicou que os programas de Compliance passaram a ser mais abrangentes, pois passaram a contar com códigos de conduta, treinamentos, e, de modo geral, implantação de sistemas anticorrupção.
De acordo com um levantamento recente da KPMG, cerca de 42% das empresas pesquisadas ainda não têm programas de integridade. Das 58% que já possuem Compliance, 42% afirmaram que a infraestrutura dedicada ao programa é mínima ou inexistente.
Coutinho ponderou, ainda, que programas de Compliance são particulares a cada empresa e que um modelo bem sucedido em um lugar, pode não dar certo em outro. Porém destacou que programas de integridade são aplicáveis a todo tipo empresa, de capital aberto ou fechado, e até órgãos do governo.
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Escândalo de corrupção que domina manchetes na Suécia teve desvio de R$ 3,8 mil
Enquanto os prejuízos aos cofres públicos descobertos pela Operação Lava-Jato são estimados em 40 bilhões de reais, na Suécia o escândalo de corrupção que tem sido noticiado nos principais jornais baseia-se num desvio bem menos importante.
O deputado Tomas Tobé foi acusado de usar em seu próprio benefício as milhas que o deputado acumulou no cartão corporativo, que deveriam ser utilizadas para baratear os custos de viagens a trabalho do deputado ou de outro parlamentar.
O deputado usou os pontos do cartão para comprar um pacote de amendoins, uma refeição, vinho e água, e oito bilhetes de trem para viagens pessoais.
O valor total das despesas ilícitas: 3,800 reais.
O valor pode ser considerado módico para os padrões brasileiros, mas na visão da Agência Nacional Anticorrupção não há distinção entre pequena e grande corrupção.
Arrependido, Tomas Tobé se desculpou publicamente pelo seu ato e afirmou que o valor será reembolsado aos cofres públicos. Ao ser questionado se teria condições de permanecer no cargo, respondeu que sim, que corrigiu o erro e garantiu que não voltará a acontecer.
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O que acha da delação premiada? Concorda que a impunidade diminui quando alguém de dentro resolve falar? Importantíssimo: percebe que um programa de Compliance deve ser customizado? Entende que um programa de prateleira que não foi desenhado para a sua empresa pode lhe prejudicar? Percebem que corrupção não está relacionada a valores? Mas sim a posturas! Deixem ai seus comentários, não se esqueçam de curtir esse vídeo e assinar o canal.

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