• Escândalos de corrupção no Brasil podem ter sido a melhor coisa que aconteceu na América Latina;
  • As chaves para conduzir uma organização pautada pela ética

Escândalos de corrupção no Brasil podem ter sido a melhor coisa que aconteceu na América Latina
O jornalista Andrés Oppenheimer, do jornal Miami Herald, defende que, ironicamente, os escândalos de corrupção no Brasil podem ter sido uma das melhores coisas que aconteceram na região nos últimos tempos.
Muito embora num primeiro momento a economia dos países na região sofra impactos negativos, o momento é oportuno para a CRIAÇÃO de entidades independentes de controle da corrupção.
O jornalista comenta que é preciso um agente externo para limpar o sistema de corrupção, pois, segundo ele, o melhor modo de garantir a ética é por meio de grupos independentes formados por pessoas da sociedade civil e com poderes suficientes para realizar investigações e propor ações judiciais. A criação de agências governamentais não resolverá o problema.
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COMENTÁRIO:
Ao ouvir a manchete de que “ironicamente, os escândalos de corrupção no Brasil podem ter sido uma das melhores coisas que aconteceram na região nos últimos tempos”, o primeiro pensamento poderia ser de que a recessão na qual o Brasil se encontra não pode ser vista como algo BOM que tenha acontecido na América Latina.
Apesar de nossa recessão ser séria e com desdobramentos ainda incertos, eu concordo com essa afirmação. O jornalista Andrés Oppenheimer fala na CRIAÇÃO de entidades independentes de controle da corrupção. Consigo pensar, por exemplo, na ONG Transparência Internacional, que se dedica exatamente ao combate à corrupção (concordo que agências governamentais não resolverão o problema).
Entretanto, como brasileiro, acredito que tudo o que ocorre hoje no Brasil tem um papel mais didático do que o de incentivar a criação de ONGs contra a corrupção.
Acredito que hoje o povo brasileiro, infelizmente, sentindo na pele os efeitos da corrupção se torne um povo mais consciente. Sempre teremos uma parcela de pessoas alienadas e mal intencionadas, todos os países tem, mas o que precisamos agora no Brasil são de pessoas que se importem mais!
A corrupção que hoje se descortina no país não nasceu há 5, 10, 15 anos… como o próprio Emilio Odebrecht já disse: se trata de um jogo que está ai há mais de 30 anos!
Certamente nos últimos anos o abuso tornou mais evidente o que sempre existiu! Entretanto, caso todos esses escândalos não tivessem tido o grau de divulgação que tiveram, e os reflexos desses escândalos não tivessem sido sentidos pela população, ainda seriamos uma nação mais passiva!
Atenção: espero que todos nós sejamos pacíficos, mas não passivos. Sempre é possível dar a nossa contribuição para a mudança. O primeiro passo começa com a tentativa de votar corretamente.
Se você acha que não existe político bom e honesto, talvez esteja na hora de se candidatar! A democracia não existe sem representatividade, se nós não sabemos escolher, ou aprendemos a escolher ou continuaremos a sofrer os impactos de nossa má escolha.
Assim, acredito que os tempos tumultuados pelo qual passamos tem a possibilidade de nos tornar mais participativo e, dessa forma, mais vigilantes a tudo o que ocorre.
Acreditem: é melhor saber que existe um problema e enfrenta-lo, do que desconhecer que ele existe e sequer saber por onde começa a solução.
Qual a sua opinião?

As chaves para conduzir uma organização pautada pela ética
A especialista Valerie Bolden-Barret comenta que é importante estabelecer padrões de conduta e que a chave é a liderança responsável: CEOs e líderes da empresa devem respeitar e obedecer os mesmos padrões de conduta de qualquer funcionário.
A autora do artigo cita cinco objetivos que líderes éticos devem perseguir:
1 – Comunicação sobre os comportamentos éticos.
2 – Fabricar produtos ou entregar serviços de alta qualidade, e fazer com que todos na empresa se sintam responsáveis nesse processo.
3 – Colaboração com grupos diversos de conselheiros.
4 – Plano de sucessão, por meio do qual os futuros líderes da empresa se comprometem a manter a conduta ética.
5 – Compromisso em se comportar de modo ético.
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COMENTÁRIO:
Novamente, em virtude do formato do News, escolho apenas um dos objetivos arrolados pela especialista Valerie Bolden-Barret que os lideres éticos devem perseguir.
Novamente vou destacar aquele que me parece de mais difícil execução, não só pela periodicidade com que ele deve ser realizado, mas por ser uma postura nova, pelo menos na empresas brasileiras, qual seja, o objetivo número 1: “1 – Comunicação sobre os comportamentos éticos”.
Os dirigentes precisam entender que a empresa funciona, como qualquer agrupamento de pessoas, também pelo mimetismo. Ou seja, as pessoas copiam o que outras pessoas estão fazendo.
Com uma diferença quando se trata da empresa: é esperado, pelo agrupamento denominado funcionários, que o modelo de conduta venha da própria empresa.
Comunicar comportamentos éticos nada mais é do que deixar claro quais comportamentos devem ser realizados na empresa. Quando a empresa deixa de comunicar esses modelos de conduta, ela deixa ao arbítrio pessoal sobre qual a conduta que cada pessoa deve tomar…
Não vou entrar na seara de que a conduta individual pode ser pode positiva, por que pode mesmo. Mas pelo menos a comunicação do comportamento padroniza que a empresa tenha aquele comportamento positivo.
Você, líder de empresa, comunica qual o comportamento que você quer que seus funcionários tenham?
Qual a sua opinião?

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