• Ética como disciplina da grade curricular obrigatória;
  • FMI aponta corrupção e evasão fiscal como grandes desafios da economia.

Ética como disciplina da grade curricular obrigatória
O advogado criminalista David Rechulski propõe, em artigo, a obrigatoriedade de disciplinas sobre ética na grade curricular de escolas e universidades.
A proposta parte da constatação da flexibilização dos valores éticos nas sociedades modernas. A chamada Lei do Gerson, que reza que o certo é sempre tirar vantagens de todas as situações, parece ganhar inúmeros adeptos.
Segundo Rechulski, os benefícios de se oferecer uma disciplina sobre ética ao longo da formação escolar e universitária seriam vários, como por exemplo, o de inculcar nas pessoas valores morais inflexíveis, de influenciar condutas justas e de promover o bem coletivo.
A solução, como comenta, não é complexa, basta apenas vontade política.
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COMENTÁRIO:
Toda a vez que se fala em como se deve proceder para fazermos com que o Brasil seja um país melhor, sempre existe alguém que fala sobre educação.
Concordo com o autor do artigo!
Se oferecêssemos uma disciplina sobre ética ao longo da formação escolar e universitária, certamente formaríamos profissionais e dirigentes éticos e, dessa forma, menos propenso a desvios de todos os tipos.
Concordo também que a solução não é complexa, basta, realmente, apenas vontade política.
Não evoluiremos enquanto nação se não focarmos em aprimorar, sempre, a educação de todas as pessoas. É pelo conhecimento do bem e do mal, do que é certo e do que é errado, que cada um de nós passa a ter a POSSIBILIDADE de escolha.
Esse parâmetro de bem e mal, esse OUTRO angulo que pode se opor ao ponto de vista do meio no qual as pessoas nascem, deveria vir das escolas. Deveria vir do Estado.
Agora, quando o Estado deixa de oferecer esse outro parâmetro, infelizmente as crianças, jovens e adultos ficam absolutamente mais suscetíveis de perpetuarem a conduta adquirida, quase que por osmose, praticada no âmbito no qual todos nós crescemos inseridos.
Infelizmente, hoje, podemos afirmar, como o próprio artigo ainda menciona, que a lei do Gerson, que preconiza que o certo é sempre tirar vantagens de todas as situações, é efetivamente aquela que prevalece em nosso país.
Enquanto o Estado não faz a parte dele, o que você, enquanto cidadão consciente dessa carência faz para mudar essa realidade?

FMI aponta corrupção e evasão fiscal como grandes desafios da economia
Christine Lagarde, diretora do FMI, em discurso diante do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro, disse que a corrupção, evasão fiscal, financiamento do terrorismo e exclusão financeira são um dos grandes desafios da economia mundial.
Segundo Lagarde, é preciso intensificar a luta contra a corrupção e evasão fiscal, pois são fatores que aumentam a dívida pública e diminuem o investimento em serviços públicos.
O FMI publicará um relatório sobre o impacto da corrupção no crescimento econômico.
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COMENTÁRIO:
Escolhemos essa notícia para ser comentada logo após a primeira por uma questão muito simples.
O próprio FMI menciona que a corrupção é um fator que diminui o investimento em serviços públicos. E, um desses serviços públicos, é exatamente a educação.
Acredito que a sociedade em geral precisa: 1º) ter uma noção exata dos resultados nocivos da corrupção em suas próprias vidas; e 2º) saber que corrupção, lato senso, não envolve apenas o crime de corrupção, mas poderia ser considerada como pequenas ações que todos nós tomamos em nosso cotidiano, tal como, furar uma fila, sonegar imposto, não devolver algo de valor que foi achado e sabe-se quem é o dono…
Ou seja, a tal da lei do Gerson…
Enquanto a nossa sociedade manter essa filosofia de que o correto é sempre tirar vantagem de todas as situações, nós estaremos cultivando pessoas que, quando chegarem a cargos estatais nos quais tenham acesso a valores da população, se sintam confortáveis em desviá-los para si.
Afinal de contas, trata-se apenas de mais uma vantagem que pode ser tirada em proveito próprio.
Eu acredito que chegou o momento em que a sociedade precisa parar de querer que os outros resolvam os nossos problemas e precisa começar, em pequenas ações, a fazer parte da solução.
O que você faz para dar a sua contribuição para esse problema?

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