• O Comunicado de Joesley Batista;
  • Como ser um líder ético?
  • 60 minutes

O Comunicado de Joesley Batista
Segundo a análise do site O Antagonista, o comunicado emitido por Joesley Batista (4) não menciona qualquer medida que melhore o Compliance da J&F Investimentos.
Joesley pede desculpas por seus atos e disse que apesar de ter explicações para o que fez, não tem justificativa.
Afirmou ainda que não honrou com os valores da empresa em suas interações com o Poder Público e que, de agora em diante, será INTOLERANTE e INTRANSIGENTE com a corrupção.
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COMENTÁRIO:
O comunicado emitido por Joesley Batista nos dá oportunidade de analisar, ainda que rapidamente, O MAIS IMPORTANTE PILAR de um Programa de Compliance, qual seja: “the tone from the top” ou o “comprometimento da alta direção” com o Programa de Compliance.
Certamente o grupo JBS pode ser considerado uma multinacional, haja vista que possui 270 mil empregados diretos, distribuídos em 5 continentes operando 300 fabricas. Ao que consta, 65 fabricas nos EUA, país no qual a punição à corrupção é levada muito a sério.
Se o comunicado expressamente diz: “Assumimos aqui o compromisso de SERMOS intolerantes e intransigentes com a corrupção”, certamente, estão se manifestando daqui para frente.
Ou seja, até agora (passado) podemos afirmar, inclusive pelas próprias delações que os dirigentes do grupo realizaram, que praticaram ato de corrupção.
Muito bem: por mais que a empresa pudesse ter um Programa de Compliance de excelência – não estou dizendo que tinha – esse programa de nada adiantou para proteger o maior ativo da JBS, qual seja, seu NOME, sua MARCA!
Qual o motivo pelo qual referido possível programa não foi efetivo? Simples: o Programa não contava com o “comprometimento da alta direção da empresa”, esse fato (repita-se: os próprios dirigentes não honraram os próprios valores da empresa) possibilitou que a empresa se veja envolvida em um escândalo tão grande, se não maior, do que aquele que envolveu a Odebrecht.
Os impactos, além daqueles que recairão sobre os dirigentes e que já recaíram sobre o Brasil, que eu gostaria de ressaltar nesse momento são: aqueles que afetarão 270 mil famílias diretamente, ou seja, todos os empregados da empresa e seus familiares.
Enquanto os dirigentes não perceberem que o seu comprometimento com um Programa de Compliance Efetivo VAI MUITO ALÉM de algo que ele deveria realizar para se proteger, mas, acima disso, para proteger sua empresa e os empregos que ela gera, consequentemente, o bem estar de MILHARES DE PESSOAS…
enquanto eles não atentarem para esse fato, continuarão a tomarem decisões individuais e egoístas.
Ok… pediram desculpas e daqui para frente serão, nas palavras deles, intolerantes e intransigentes com a corrupção.
Atenção: não pregamos a crucificação de ninguém. Eu, particularmente, acredito que as pessoas podem mudar. No dia em que não acreditar mais nisso, não haverá perdão para os erros de ninguém. Todos erramos! O que importa depois do erro é como lidamos com ele.
Será que os dirigentes da JBS terão a coragem, por exemplo, de buscar no mercado dirigentes honestos e de reputação ilibada para administrarem seus negócios? Será que terão a humildade de se afastarem da direção da empresa no intuito de proteger seus funcionários e reconquistar a confiança de seus consumidores?
Está na hora de tomarem uma decisão em favor da ética e da moral; em favor de seus funcionários e consumidores. Vamos ficar de olho para sabermos como vão agir.
Espero que você: dirigente de empresa possa ter a humildade de aprender com o erro alheio e, em tempo, se modificar.
Qual a sua opinião?

Como ser um líder ético?
Na esteira da notícia anterior e de nosso comentário, selecionamos uma matéria que pode ajudar você, líder de qualquer empresa, a procurar ser mais ético:
A consultora e escritora Linda Thornton elencou alguns pontos fundamentais para quem quer ser um líder ético.
1 – Ser um modelo de comportamento ético: o primeiro passo é a adesão aos mais altos padrões éticos em sua própria vida profissional. Falar de modo aberto sobre o assunto e sobre as dificuldades que podem existir.
2 – Ser transparente nas decisões e comunicações: ter uma política de portas abertas e ter reuniões individuais com funcionários. Isso permitirá a criação de um ambiente de confiança e responsabilidade compartilhada.
3 – Estabelecer um documento formal sobre os valores ou ética da empresa. Esse documento guiará os funcionários em escolhas cotidianas e em situações difíceis ou áreas cinzentas. O documento deve ser entendido por todos, revisitado e adaptado constantemente.
4 – Assegurar que todos estão em conformidade com os padrões éticos. Não se deve aceitar exceção. Deixar claro que todos dentro da empresa poderão ser responsabilizados por desvios.
5 – Reconhecer exemplos de comportamento ético. Líderes devem citar casos de condutas éticas positivas com a mesma frequência com que falam de condutas a serem evitadas.
6 – Falar sobre ética constantemente, não apenas em treinamentos esporádicos. Inculcar o comportamento ético em cada ação da empresa, em cada funcionário. Isso requer um acompanhamento e aprendizado contínuos.
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COMENTÁRIO:
Infelizmente não temos tempo, dentro do formato do News, de comentar sobre cada um desses 6 importantes itens…
Vou escolher apenas um, aquele que a meu ver pode ser de mais difícil execução no cotidiano da empresa, haja vista que ele requer uma atuação contínua, qual seja, o item 6: “Falar sobre ética constantemente, não apenas em treinamentos esporádicos”.
Qualquer empresa que realiza treinamentos sabe que um dos maiores desafios para a execução deles é a agenda individual de todos os funcionários. Entretanto, pelo menos uma vez ao ano se realizam treinamentos.
Segundo Linda Thornton isso é insuficiente. Seria necessário falar sobre ética constantemente. Mas como fazer isso diante de, pelo menos, uma única dificuldade que foi a que eu levantei: a de conciliar as agendas?
Hoje existem soluções tecnológicas para isso. A comunicação deve ser constante. A iComply sabe disso e está preparando um vídeo que demonstra uma das tecnologias que ajudará as empresas a cumprirem esse ponto fundamental para quem quer ser um líder ético.
Fique de olho no canal.

60 minutes
O programa televisivo da CBS “60 minutes” de 21 de maio de 2017 (6), trouxe reportagem muito interessante sobre 3 temas:
1) a segunda reportagem, “Snitches”, relata a vida de um informante que alega ter sido preso mais de 100 vezes;
2) a terceira reportagem trata sobre “Space Archaeology” e a busca por antigas civilisações; e, aquela que nos levou a trazer essa informação hoje a vocês
3) a primeira reportagem que trata da “Operation Car Wash”.
Vale a pena ver o jornalismo americano apresentado Anderson Cooper relatando o que está acontecendo agora aqui no Brasil. O Link está na descrição desse vídeo.
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