Para virar a página, empresas da Lava-Jato investem em planos anticorrupção
Empresas envolvidas na Lava-Jato têm investido em programas de compliance.
O objetivo, por um lado, é cumprir com as exigências de conformidade presentes nos acordos de leniência firmados com o Ministério Público Federal, por outro lado, as empresas visam adotar uma prática negocial sustentável, que permita sua existência no futuro.
O G1 fez um levantamento das principais medidas adotadas pelas empresas nessa área, que foram as seguintes:

  1. criação de um departamento de compliance, em muitos casos com status de diretoria;
  2. afastamento de controladores do comando da empresa;
  3. aumento do número de conselheiros independentes no conselho de administração;
  4. revisão das normas e procedimentos internos;
  5. criação de um comitê independente para investigar desvios de conduta;
  6. implementação de um canal de denúncias terceirizado;
  7. desenvolvimento de treinamentos para todos os funcionários;
  8. reavaliação dos fornecedores.

Link da notícia

COMENTÁRIO:
Vale muito a pena ler a íntegra da matéria. Lá, vocês poderão analisar com calma o que cada uma das empresas 9 empresas citadas fizeram individualmente.

São elas: Petrobrás; Odebrecht; Braskem; JBS; Andrade Gutierrez; Camargo Corrêa; Engevix; OAS e UTC.

Aqui, agrupamos as medidas em 8 temas. Todos de suma importância.

Como sempre, não temos o tempo necessário para tratar de forma adequada de cada uma deles, mas podemos afirmar que todos os pontos que mencionam INDEPENDÊNCIA são fortes indícios de que a empresa leva o Compliance a sério.

É assim com o item 1 que trata da criação de um departamento de compliance com status de diretoria;

Com o item 3 que aumenta o número de conselheiros independentes no conselho de administração;

Com o item 5 que cria um comitê independente para investigar desvios de conduta; e

Com o item 6 que implementa um canal de denúncias terceirizado;

Além do item 4 que prevê a revisão das normas e procedimentos internos; e do item 8 que procederá a reavaliação dos fornecedores, A MEU VER, os dois pontos fundamentais são:

O item 2 que determina afastamento de controladores do comando da empresa; e o item 7 que trata do desenvolvimento de treinamentos para todos os funcionários.

Sobre o item 2: Tenho certeza que os antigos administradores tiveram papel fundamental no crescimento das empresas; muitas vezes esse papel NÃO esteve ligado a atos de corrupção, entretanto, infelizmente, alguns atos estiveram sim ligados a condutas ilícitas.

Nessa situação a mudança do dirigente máximo da empresa é necessária para a continuidade do negócio.

Pode ser muito difícil para quem passou mais de 10, 20 ou 30 anos fazendo negócios na base do “toma lá da cá”, aprender, ou até mesmo acreditar, que é possível fazer diferente.

É necessário um exercício de desprendimento, de humildade e de amor ao próximo para “largar o osso”, mas também é um movimento ESTRATÉGICO e de visão a longo prazo.

Já falamos aqui no canal que as pessoas mais prejudicadas com esses escândalos são os próprios funcionários que, com certeza absoluta, em sua maioria, não participavam de nenhum ajuste ligado aos atos de corrupção.

Se você ainda acha que conseguirá seguir no caminho do comércio que envolve corrupção;
se a operação lava-jato não lhe convenceu de que o mercado mudou; então não serei eu a convencê-lo,

MAS, eu gostaria que você refletisse sobre a postura DAS EMPRESAS CITADAS NESSA NOTÍCIA.

Se elas estão mudando, E ESTÃO, será que não é hora de mudar?

Se você é acionista de uma empresa e cumula o cargo de dirigente dela, e acredita que ainda estamos no cenário de 10 anos atrás, eu recomendo que você foque em ser acionista e contrate um administrador que entenda a nova realidade em que vivemos.

Sobre o item 7 (repito: que busca o desenvolvimento de treinamentos para todos os funcionários), ele é, A MEU VER, junto com o item anterior, o mais importante.

Explico: de nada adianta que o acionista compreenda o novo momento econômico-ético-moral do país, que ele traga um novo CEO para a empresa, se os funcionários não atualizarem sua cultura corporativa.

É aqui que entra o papel fundamental do Compliance na formação de uma nova cultura ética e moral.

A operação Lava-Jato levou nossa atenção para a corrupção na obtenção da obra, entretanto, infelizmente, ela não está apenas ali.

No cotidiano de todo negócio há, muitas vezes, interação com o setor público.

Se sua empresa usa transporte rodoviário; se importa ou exporta qualquer material; se precisa se licença para qualquer atividade, então ela está em contato com agentes do Poder Público e, certamente, serão os seus funcionários que estarão em contato com eles.

Seus funcionários compreendem o novo momento do país? Sabem como se portar diante de uma solicitação de um “cafezinho”, ou de “uma ajuda”?

Tão importante quanto você se convencer de que tem que mudar, é convencer e aparelhar seus funcionários para essa nova realidade.

Sua empresa investe em treinamentos? Investe da forma correta?

O que você faz para mudar essa realidade?

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