O uso da cultura ética para atrair talentos
Em artigo publicado no Compliance & Ethics Blog, Douglas Kelly explica que a cultura ética é essencial para motivar talentos e assegurar o valor da empresa a longo prazo.
Pesquisas recentes concluíram que compensação financeira e flexibilidade são os grandes atrativos que as empresas oferecem para contratar e reter talentos.
No entanto, o autor se pergunta se esses elementos são suficientes para que o colaborador permaneça na empresa. A resposta é negativa. Além do incentivo financeiro e da flexibilidade, empresas devem pensar no que devem fazer para melhorar a cultura ética da empresa. Apenas desse modo os colaboradores encontrarão um propósito em suas tarefas diárias.
Em conclusão, se as empresas querem contratar e manter colaboradores de alta performance, é preciso implementar e desenvolver uma cultura ética.
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COMENTÁRIO:
Concordo com o texto.

Além do incentivo financeiro e da flexibilidade, a melhora da cultura ética da empresa sem sombra de dúvida é um fator que atrai talentos.

Também acredito que desse modo, os colaboradores podem encontrar um propósito em suas tarefas diárias. Mas não acho que esse seja o ponto fundamental pelo qual, qualquer pessoa, deveria procurar um emprego em empresas com cultura ética.

Aqui no Brasil as pessoas jurídicas apenas podem ser condenadas, criminalmente, por crimes ambientais. Ainda assim, ninguém jamais verá uma pessoa jurídica sendo algemada e conduzida à cadeia.

Ou seja, as condenações penais às pessoas jurídicas podem ser até mais severas do que as sanções civis e administrativas, mas não privam a liberdade ambulatorial de um ente jurídico.

Significa dizer que, ao final das contas, qualquer condenação criminal sempre levará à perda da liberdade ambulatorial, ou seja, CADEIA, para as pessoas físicas (gerentes, administradores, diretores, acionistas, etc.).

Esse é, a meu ver, o ponto fundamental que deveria levar um profissional a procurar uma empresa com cultura ética. No final do dia, será uma pessoa física que será presa.

Vamos supor que você tenha ingressado em uma empresa e não se preocupou em saber se ela era, ou não, uma na qual a cultura ética é incentivada.

Anos depois, bem estabelecido e feliz com seu cargo, você descobre diversos atos de corrupção que fizeram seu setor bater recorde em vendas e tiveram peso fundamental em seus bônus anuais.

Ao investigar, descobre qual de seus liderados realizava referidos atos de corrupção.

NO MUNDO IDEAL, você deveria procurar a empresa e relatar o que descobriu. Caso a empresa tivesse conhecimento dos fatos (repito: NO MUNDO IDEAL), você deveria procurar as autoridades.

Num mundo no qual a delação premiada existe e é bem difundida, não é difícil imaginar que as pessoas envolvidas começassem a dividir a culpa com você.

Seja no intuito de tentar evitar que você relate o que descobriu às autoridades, seja no intuito de tentar diminuir a própria pena colocando a culpa no superior (você), afirmando que apenas cumpriu ordens.

Vamos supor que após anos de investigação e processo fique comprovada sua inocência.

Quais os danos que foram causados à sua imagem?

Será que não vale, antes de ingressar em um emprego, procurar saber se a empresa possui, ou não, uma cultura ética?

Qual a sua opinião?

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