Nesta edição:

  • A política nunca mais será a mesma depois da delação da Odebrecht;
  • Comunidade jurídica de São Paulo comenta impactos da Lava-Jato no Judiciário;
  • Apenas 37% dos CFOs mantêm um papel ativo no desenvolvimento de programas de compliance.

A política nunca mais será a mesma depois da delação da Odebrecht
Segundo a revista Época, a política brasileira não será mais a mesma depois da delação premiada da Odebrecht, que, ao que parece, revelou o envolvimento dos principais representantes políticos do país.
Num primeiro momento, os partidos estão tentando garantir sua sobrevivência e uma demonstração disso foi a tentativa de se descriminalizar o caixa 2. Um outro projeto controverso que está em discussão é o do voto em lista fechada, ou seja, o eleitor passaria a votar no partido, que escolheria os deputados e senadores.
Tais projetos, a princípio, não devem prosperar.
As investigações dos fatos revelados pela empreiteira devem durar 2 anos e seguramente afetará as próximas eleições.
Aposta, por fim que é possível que assistamos a uma grande renovação nos poderes Executivo e Legislativo.
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Comunidade jurídica de São Paulo comenta impactos da Lava-Jato no Judiciário
Em entrevista ao Consultor jurídico, diversos juristas comentaram sobre o impacto da Lava-Jato no Judiciário.
Desembargadores afirmaram que o impacto é relevante, pois tem permitido ao grande público tomar conhecimento do que o Judiciário faz. Além disso, acreditam que Sérgio Moro e os juízes que estão à frente de processos desmembrados da operação, devido à grande exposição de suas atuações, têm incentivado outros juízes pelo país a acreditarem que é possível combater a corrupção.
O processo da Lava-Jato pode, segundo alguns juízes, melhorar a imagem da Justiça, ao se demonstrar que ninguém está acima da lei.
O defensor público-geral de São Paulo, Davi Filho, destacou que a Lava-Jato provocou uma mudança na ideia geral de que o sistema punitivo brasileiro apenas se aplica aos mais pobres.
De acordo com advogados, a grande mudança foi a introdução de novas normas no ordenamento jurídico brasileiro, como a lei Anticorrupção e a lei da Organização Criminosa.
Ainda, a Lava-Jato criará uma nova tendência, que, aos olhos de alguns advogados privados, poderá ser um pouco perigosa.
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Apenas 37% dos CFOs mantêm um papel ativo no desenvolvimento de programas de compliance
Apesar dos riscos regulatórios e reputacionais, apenas 37% dos CFOs ou diretores financeiros têm um papel ativo no desenvolvimento de programas de compliance. Foi o que concluiu a Kroll em seu relatório de 2017 sobre Anticorrupção (6).
O relatório revelou que 1/3 dos profissionais de compliance têm a expectativa de que os programas de integridade das empresas nas quais trabalham irão se desenvolver e melhorar em 2017, enquanto que a metade dos profissionais consultados disse não esperar melhoras em relação ao ano passado.
Os participantes da pesquisa da Kroll acreditam que os maiores riscos virão, em ordem decrescente, de violações por parte de terceiros e parceiros negociais, ambiente regulatório complexo e, por último, por pagamentos impróprios feitos por colaboradores da empresa.
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Concorda que depois da delação da Odebrecht a política nunca mais será a mesma? Concorda que a Lava-Jato quebrou o paradigma brasileiro de que apenas os mais pobres respondem por seus crimes? Percebe que segundo a Kroll os maiores riscos estão nos terceiros, depois nos parceiros negociais? Entende que esses players não estão na empresa? O que a sua empresa faz para mitigar esse risco? Ela disponibiliza treinamentos para terceiros e parceiros do negócio? Deixem ai seus comentários, não se esqueçam de curtir esse vídeo e assinar o canal.

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